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Eu quero a minha mãe! [F.C]

Sempre quando vejo a Letícia, entendo. Preciso protegê-la, e leva-la para a o ensino aprendizagem será um desafio. Parece que o cordão umbilical ainda esta comigo. Ela tem apenas 3 anos de idade. Todavia aqui no nosso Condado, é obrigatório, pois a convivência entre os colonos se dá por regras rígidas, que são repassadas dês de tenra idade. Agora ao arruma-la para o seu primeiro dia de aula só vejo nos olhos dela. Medo. Se ela pudesse ler nos meus leria medo também.

Chegamos através do transporte em redomas, pneumáticas. Sentimos um leve desconforto no ouvido. Entretanto, a velocidade de deslocamento era plausível, logo, estava em um minuto num trajeto que seria de uma hora.

A escola conceitual, estaríamos testando a nova tecnologia do governo. A contenção em bolha. Confesso que quando colocaram o transmissor neural nela, apesar de saber que se tratava em algo indolor. 

"O que aconteceria a minha filha depois de passar por aquela porta?"

Após aquela porta ela estaria com outras crianças: Cinco meninos e cinco meninas. Com a contenção em bolha. Pelo menos a integridade física dela estaria sempre preservada. E eu alertada quando alguém quisesse por algum modo romper a contenção.

Agora estou voltando para a casa. Estes um minutos dentro desta cápsula estão sendo os maiores da minha vida. Deixar a minha pequena não foi fácil. Ao chegar em casa, a primeira coisa (óbvio) foi ver o monitoramento. O rosto da minha filha, era manha mas doeu. Ela: "Quero minha mãe!"